Água escorre pelos vidros em um dia cinza. Lá fora, capas, botas, guarda-chuvas.
A menina desvia da poça na luta por mais alguns minutos de pés aquecidos.
O ônibus passa com cuidado para não molhar aquele senhor, mas encharca o moço na quadra seguinte.
Sob aquela tenda, o cachorro observa o movimento. Anestesiado pela melodia que a sincronia dos pingos faz tal qual uma canção de ninar, cerra os olhos lentamente.
Deito sobre o sofá preto, penso sobre a vida e as pequenas coisas. Feel like home.
13:55 o celular avisa que preciso ir.
terça-feira, 12 de maio de 2009
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sofá preto. #parla
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