segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

I was looking for some action but all I found was cigarettes and alcohol

O clima confunde a época nessa noite que já era pra ser de verão. Mas o que importa? Se fosse morno eu não gostaria da mesma forma. Aliás, retirem o morno daqui, ele já se instalou por tempo suficiente. Podia aparecer uma estrela brilhando no céu, que agora é cinza. Cinza com tons de bordô, e eu acabo de perceber que nunca tinha escrito o nome dessa cor antes. Na imensidão desse céu, onde foi que eu perdi? Se eu soubesse o que foi que se perdeu...
Tantos dias com as janelas fechadas me fizeram pensar que é assim mesmo que deve ser. Eu não preciso ver estrelas todos os dias, pra saber que elas estão lá, em algum lugar. As vezes eu desejo que me surpreendam, como a lua que aparece enquanto ainda é dia.
Mas a estrela não veio, e eu já sabia. Porque não cabe a mim exigir o que eu apenas posso querer. Não cabe a mim falar, se ela só vem por si só. E o choro, pra que? Se dói nem se sabe onde.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

por aí com Cazuzinha

Se você me encontrar assim
Meio distante
Torcendo cacho
Roendo a mão

É que eu tô pensando
Num lugar melhor
Ou eu tô amando
E isso é bem pior, é

Se você me encontrar
Rodando pela casa
Fumando filtro
Roendo a mão
É que eu não tô sonhando
Eu tenho um plano
Que eu não sei achar


Preciso de um copo de vodka e de uma noite quente de verão.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

crises.

bruni diz:
hey
Laura diz:
hable
bruni diz:
nada
bruni diz:
só to em crise
Laura diz:
hahaahha
bruni diz:
em plena terça
Laura diz:
do que?
Laura diz:
qual crise
bruni diz:
seilá meu
bruni diz:
do que fazer da vida, sabe
bruni diz:
DE NOVO
Laura diz:
hmmmmm
Laura diz:
o problema é que até decidir , a crise vai voltar
bruni diz:
HAAHHA
bruni diz:
pode ser.
Laura diz:
na verdade sempre teremos estas crises
Laura diz:
por que algo sempre vai PARECER estranho
bruni diz:
é que nunca decidimos nada, tá ligada
Laura diz:
sim
Laura diz:
só falamos sobre a crise
Laura diz:
mas nunca é resolvido o problema
bruni diz:
que nem os noticiários?
Laura diz:
HAHAHAHAHAH
bruni diz:
nossa, falei que nem belha
Laura diz:
tu memata

Esses diálogos são tão esclarecedores. Sério.

domingo, 9 de agosto de 2009

Alguns sacrifícios...

Marinha diz:
o dennis quer ir pra caxias no findi que vem
bruni diz:
caxias??
Marinha diz:
aham
bruni diz:
fazer o que, exatamente
Marinha diz:
ir no jogo do caxias
Marinha diz:
e depois tomar café colonial
bruni diz:
que amor
Marinha diz:
¬¬
Marinha diz:
que mané amor meu
Marinha diz:
vou ter q ir em estádio de futebol
bruni diz:
mas com café colonial depois
Marinha diz:
é, talvez
bruni diz:
tudo pelas tortas e pelo pão de queijo

E olha que eu curto ir no estádio.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

'cause life is like a pipe

E ver ali o corpo imóvel, devidamente em trajes fúnebres, cercado de flores e coberto com a bandeira do melhor time do Brasil, eu não entendi como a vida podia ser tão frágil, como se fossemos robôs e bastasse apertar um botão pra interromper todos os sonhos, as músicas, as festas, as vontades e os anseios de um jovem de 25 anos. Aí eu vi como a gente precisa viver tudo intensamente, sem preguiça, sem deixar passar. Isso, pelo menos, eu tento fazer.
Aí eu cheguei em casa e a cadelinha que a vizinhança adotou tava tendo contrações, fiquei ao relento observendo as perninhas tremerem, na inutil tentativa de encerrar o dia com uma sensação de vida.

Tô congelando muito e ouvindo uma música nada a ver com esse post.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

i'm glad there is you


Hoje faz dois meses que eu te vi pela primeira vez. A situação programada, o deslizamento pelo balcão do bar, a confirmação de que eu era eu, e tu era tu. Quando desci a escada, tu foste a primeira coisa que eu vi. O copo de vodka, minhas conversas e meu sorriso sem jeito, tentando prender tua atenção, sem nem imaginar que hoje faria dois meses que estamos juntos. E pela primeira vez eu sei o que é estar junto pelo simples fato de ser uma felicidade que tu completa, não me dá por inteiro. E sim, juntos há dois meses. Porque eu fui tua desde aquela noite, sem oficializações, sem rótulos que muitos usam e poucos usufruem com tamanha intensidade e sinceridade. Precocemente tu despertaste em mim o que eu já nem pensava ser capaz de sentir, e de uma forma pura e ao mesmo tempo madura, fazendo valer todas as cicatrizes.
Por muito tempo eu acreditei que o amor era mesmo feito de dor, ideia errônea sustentada por filmes, por poetas, por meio mundo. Vem você e me mostra que as coisas podem ser simples e assim belas. Que podemos ficar juntos no final, sem angustias, lágrimas, dor. Dor, só se for de saudade. Ou de um roxo na canela. O resto eu deixei guardado na gaveta e para aqueles que precisam de tristeza crônica pra ter sua poesia.
Depois de tantos erros pelo caminho até então, finalmente o meu maior acerto. Ter te achado me trouxe uma sensação de liberdade e segurança, o segredo para que eu volte sempre.
Eu fico por vários momentos viajando no que poderia ter vivido ao teu lado. E me pego sorrindo, ao pensar que teremos muito tempo pela frente.

terça-feira, 12 de maio de 2009

depois.

Água escorre pelos vidros em um dia cinza. Lá fora, capas, botas, guarda-chuvas.
A menina desvia da poça na luta por mais alguns minutos de pés aquecidos.
O ônibus passa com cuidado para não molhar aquele senhor, mas encharca o moço na quadra seguinte.
Sob aquela tenda, o cachorro observa o movimento. Anestesiado pela melodia que a sincronia dos pingos faz tal qual uma canção de ninar, cerra os olhos lentamente.
Deito sobre o sofá preto, penso sobre a vida e as pequenas coisas. Feel like home.
13:55 o celular avisa que preciso ir.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

the streets don’t change but baby the names

Essas ruas já viram muito.
Subir a lomba escorregando no sapato de plástico
Descer na ansiedade do encontro
Caminhadas, reflexões, mão no bolso
O cão na praça, correndo solto
O pranto e o riso
As mudanças no meio do caminho
As gerações sendo trocadas
Ruas sigilosas, acolhedoras
Daqui elas não saem, como a velha caixa d’água
Elas viram muito, eu quase não vi nada.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

tem o certo, o errado e tem todo o resto.


Engraçado. Eu estava voltando pra casa ouvindo Cazuza interpretar Cartola na clássica “O Mundo é um Moinho” e quando cheguei vejo que o filme “Cazuza – o tempo não para” está passando na rede globo. Eu já assisti esse filme muitas vezes, e lembro que primeiro fiquei um pouco horrizada com a vida promíscua que ele levava e a mãe permissiva que ele tinha: Por que uma pessoa com tamanha inteligência, que ele expunha nas letras que fazia, levaria uma vida sem limites dando a ela um fim precoce?
Vendo esse filme hoje, já não me sinto assim. Eu vejo esse filme nos lugares que eu freqüento, nas pessoas que eu convivo, em conhecidos, no próprio mercado de trabalho que eu atuo. E aí eu fico pensando se existe a coisa certa a ser feita. Quem disse que o cara que leva a vida assim não é feliz? Quem disse que eu sou melhor que ele? Quem disse que no fundo quem dá risada por ter se dado conta da grande loucura que a gente vive e fazer parte dela da forma que lhe convém não é esse cara que age fora dos padrões moralistas da sociedade? Convenhamos, todo mundo já tentou pregar moral em alguma situação e depois foi lá e fez a mesma coisa. Nós somos assim, naturalmente hipócritas e eu acho isso muito humano, não havia como ser diferente. Eu estou em transição, e à medida que atinjo minha maturidade vou revendo muitos conceitos, deixando pré-conceitos de lado e enxergando tudo sob outro ângulo. Hoje mesmo eu conversava com um amigo sobre como é foda quando a gente se dá conta que nossos pais não sabem a verdade absoluta sobre a vida e estão muito longe de saber. Aliás, todos nós estamos. Eles simplesmente tentam no passar os valores mais importantes, mas quem dá o real sentido pra vida, somos nós mesmos.
E eu me sinto diferente da grande maioria, de gente normal, de coisas normais. Aí também me dou conta que até quem quer ser diferente acaba se parecendo, vide os cortes de cabelo da Sexton e o armário do público que freqüenta o Beco. Mas a diferença da qual eu falo é a de estar atenta às coisas simples da vida, de sugar todas as sensações e emoções que ela pode me proporcionar. Eu não quero viver como uma máquina, trabalhar para sobreviver e chegar exausta em casa todos os dias. Eu também não quero ser sustentada pelos papais e muito menos viver de porre em festas até o amanhecer. Esse texto não é uma apologia às drogas, a banalização do sexo ou qualquer coisa do tipo. É apenas uma constatação de que não existe uma fórmula para viver, a felicidade é percebida de uma forma diferente por cada um, por suas vivências e pelo que acredita. Existem pessoas incríveis de ambos os lados. Que lados? O certo e o errado são duvidosos. Tem todo o resto.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

é, domingo.

Dizem que é o primeiro dia da semana, eu discordo. Geralmente estréias me provocam alguma coisa no estômago, uma ansiedade, vontade de roer as unhas... Francamente, se eu roer as unhas no domingo é porque o tédio já corroeu a minha alma ou o Grêmio tá perdendo.
Eu não me sinto bem aos domingos, ponto. Via de regra eu faço programas que me distraem da sensação que ele me provoca, mas no fim do dia bate aquela angústia, aquele pânico de estar totalmente entediada, que só ele me proporciona. Domingo de manhã se salva, se estiver fazendo aquele solzinho... Se bem que nesse horário eu geralmente estou voltando pra casa, fedendo a cigarro e vodka barata, querendo morrer na minha cama pelo menos até umas cinco da tarde. Acho que é por aí que o domingo atinge seu ápice de tédio supremo. É pelas cinco, cinco e meia que descobrimos o quão gordos estamos e prometemos uma dieta para segunda – e por que não – até a famosa academia. Descobrimos que ninguém nos ama porque somos muito chatos e não conseguimos pensar em nada decente pra fazer. Descobrimos que o Faustão é o gordo mais chato e repetitivo e que as videocassetadas existem desde que nascemos, só mudaram os patrocinadores.
Engraçado que é uma sensação que vem da infância. Eu não fazia nada no domingo, ficava presa naquele apartamento, minha irmã era muito nova pra me servir de brinquedo e nem cachorro eu tinha. Eu me lembro de querer fugir de casa, descobrir o mundo, arrumar um namorado, ir ao clube, encontrar um pônei alado, mas ficava naquele quarto olhando pela janela. Até hoje me bate uma vontade de pegar o primeiro avião pra qualquer lugar no mundo, aos domingos.
A diversão vinha à noite, quase brigava com meus pais pra poder assistir Sai de Baixo até o fim, e assim como hoje, eles desistiram de me fazer desligar a televisão mais cedo.
E eu não sei o que é, até hoje eu tento descobrir. Porque segunda de madrugada já não é um problema pra mim, parece que a órbita dos planetas volta ao normal, os gatos fazem sexo no telhado (as pessoas também, sexo no domingo é deprê) e eu confirmo a minha tese de que não adianta lutar contra ele.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

a locadora.

“Acho que é ele, não tenho bem certeza, mas o cabelo é inconfundível”. Ela estava sob o efeito do álcool e em meio a luzes e fumaças de cigarro, tentava discernir o rosto dele da multidão. Mas isso durou um minuto, nem isso. Ela havia usado aquele cara pra esquecer o imbecil da faculdade, o grosso que brigava sempre por motivos banais. Ela sempre fazia isso, cada desilusão era curada com uma nova boca e algumas latas de cerveja.
Mas aí eles resolveram se falar por mensagem, ela falou sobre a festa, ele perguntou por que ela não foi falar com ele, essas coisas. Até que ele resolveu arriscar e perguntou se ela não queria ver um filme. No apartamento dele. Na cama dele. Com o cachorro dele. Ela hesitou e resolveu dormir, ainda não sabia a resposta. No dia seguinte pediu a opinião das amigas, e como ninguém agüentava mais o imbecil grosseiro da faculdade, mandaram ela arriscar. “Vaaai, qualquer coisa me liga.”
Tá bom. Lá estava esperando. Meio estranho ter que caminhar até a outra esquina, mas é que ficava mais fácil pra ele, então lá estava ela. Que carro grande. Entrou.
Eles não tinham muito assunto, afinal só tinham ficado uma vez, não eram amigos nem nada. O que ela sabia sobre a vida daquela pessoa? Tentava puxar uns assuntos, olhava pra cima, pros lados, ficavam em silêncio. Aquele silêncio constrangedor de “o que diabos eu estou fazendo aqui, pára tudo que eu quero descer!”. Mas ela persistiu, afinal, não tinha nada a perder. Nem gostava dele, nem sentia saudades, nem lembrava da cara dele pra falar a verdade. Tentou fazer ele falar alguma coisa, ele disse que era meio quieto. Se ela fosse uma flor, teria murchado. Se fosse um pau, então...

Chegaram ao apartamento. Naquele momento, mal ela sabia que essa cena se repetiria por tantos dias, que ele daria sinais de vida nas quartas, que chamaria pra sair nas sextas e que sumiria no resto do final de semana, até chegar quarta-feira de novo. Os pais dele nunca estavam em casa, o irmão tava sempre comendo a namorada que usava calça de moletom cinza, enquanto eles viam filmes. Depois perceberam que era muito dinheiro e tempo desperdiçado, então pularam essa parte.
E ela não lembra, não sabe como nem de onde, mas começou a gostar dele. Começou a pensar nele, cogitar ficar só com ele, fazer parte do filme dele. Pode ter sido a mensagem de quando ele andava longe, a forma como ele dizia “amor” – ainda que pra ser amor faltasse muito – o jeito natural que ela xingava ele pra que ele nunca mais cortasse o cabelo daquele jeito horrível. E só nesses momentos que eles ficavam juntos, na faculdade ela mal o via, e se via passava reto e observava de longe ele falando com outras garotas. Mas ela sabia que naqueles momentos, durante e depois do filme ele era dela, ainda que fosse só na sexta-feira, ainda que ela não soubesse nada dele no resto do final de semana. Nesses momentos e quando iam à locadora. Na locadora, vistos como namorados, como um casal que se conhece há anos, que se entende, que se liga todos os dias da semana. Na locadora, fazendo brincadeirinhas, abraçando por trás, escolhendo o filme juntos. Na locadora, escolhendo um filme de provável final feliz, mesmo sabendo que às 04h13min da manhã ele a largaria em casa, logo após os créditos finais.

domingo, 18 de janeiro de 2009

changing lanes pt. II

A resposta veio rápido. Quando eu vi a foto uma estranha reação química começou a acontecer na região do abdômen (e não dizem que tudo aqui dentro são apenas reações químicas?) e eu juro que não era vontade de ir ao banheiro, era a mesma sensação de quando acordei do sonho em que eu tive essa premonição. Engraçado. Eu não acreditava em tratamento de choque, mas tenho quase certeza que tinha a ver com a sensação que eu senti durante quase 24 horas.
Depois desse dia, a curiosidade foi automaticamente dispersada para outros interesses, nada relacionados a você. Ou a vocês. Uma curiosidade que permaneceu aqui durante TODO esse tempo, agora não desperta sequer uma ânsia, já não existe qualquer agonia em acessar o orkut, em entrar no msn, em passar perto da sua rua. Eu te deletei da minha vida.
Depois de tanto dar a cara ao tapa eu finalmente vi que no fundo do poço tinha uma mola me esperando. E eu vi um coração calejado mas vivo, pulsante. Uma pessoa mais forte, uma pessoa que viu que sim, as pessoas vão me decepcionar e eu vou ter que lidar com isso. E no meio de tantas verdades que eu vomitei na sua cara naquela noite, eu lembro bem de ter te falado: Você foi a maior decepção.
Vão dizer que se eu realmente tivesse superado eu não perderia o meu tempo escrevendo ou falando sobre isso. Talvez até estejam certos, embora eu não tenha derramado mais nenhuma lágrima por essa história e me sinta bem pra caralho, eu posso ver que não vou morrer sem nenhuma cicatriz. Eu não ia mais escrever sobre isso, mas eu precisava.

changing lanes pt. I

Eu não ia mais escrever sobre isso. Mas eu preciso escrever, sabe? São tantas conclusões, peças tortas que se encaixam perfeitamente. Assim eu vejo que o mundo gira, gira loucamente e sempre fez isso comigo, sempre me deixou tonta de tanto que girou e mudou as coisas na minha vida.
Eu sabia onde estava me metendo. Eu sabia tudo, mesmo que não entendesse, eu sabia o que devia ser feito, mesmo que eu não estivesse fazendo a coisa certa. Os conselhos eram dados e exterminados por eu mesma no minuto seguinte. Promessas jogadas na lata do lixo, juntamente com a minha moral e o meu amor-próprio. Ora, logo eu, que sempre fui a consciência, o ombro dos meus amigos, logo eu que não entendia como as pessoas podiam manter relacionamentos doentes por 3, 4, 5 anos (uma vida, não?), logo eu que sabia colocar um ponto final e seguir a vida facilmente.
“Quem muito se abaixa o cu aparece”, ouvi uma vez de uma pessoa que eu considero uma das melhores pessoas que já cruzei na vida até hoje. E durante esses anos o meu cofrinho ficou mais exposto que o do pedreiro da obra da esquina. Para todos, você saiu ganhando, quando eu acho que foi você quem mais perdeu.
De repente me faltou memória e as lembranças ruins foram temporariamente apagadas, dando lugar a uma idealização que eu fiz de você. Eu te dei um fardo muito grande pra carregar, um fardo que você não estava preparado e – pensando bem – não merecia. Porque aí a memória voltou e lembrou das suas grosserias, do seu descaso, da falta de consideração, do egoísmo, de esperar o táxi sozinha lá embaixo, de você me fazer sentir lixo, de cenas totalmente desnecessárias, das tuas palavras vazias, das contradições absurdas, de ser tua só no escuro, de não ter mais nada de você e no fundo pensar que tinha, que ia passar, que você iria acordar e ver a grande merda que estava fazendo. De repente eu percebi o quão pequeno você é e o quão grande eu sou, apesar dos 1,58 de altura e do meu cofrinho ter aparecido pra Deus e o mundo.
O velho papo de achar que as pessoas fariam o que eu faria, de esperar atitudes no mínimo dignas, de pessoas não-dignas de nada que seja referente a mim.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

how great you are.

The circle now has come to it's end
You've found somebody new to change
You try to rearrange-put the girl in a pretty cage
It just shows how brave you are
I gave you all and then some more
But that was not enough
I gave and lost and lost and gave
No matter how great the cost
Lets see how much this new girl can take
Lets see how long she can fake
You know you'll never be satisfied
You're the one that lies
It just shows how great you are

É. E foi assim que eu virei mais um exemplo, mais um conselho vivo de que as coisas acontecem, de que as pessoas são eternas egoístas e assim machucam os outros - e por que não - até elas mesmas. Eu virei parte de um passado, assim como um dia fiz outros tornarem-se mais uma lembrança em folhas arrancadas do calendário. Depois de tanto tempo questionando, lamentando e sofrendo, eu simplesmente não tenho mais nada a ver com isso.
A vida continua pulsando, com os olhos fechados um suspiro de alívio predomina. I'm feeling alive, I was loaded as dice.