E ver ali o corpo imóvel, devidamente em trajes fúnebres, cercado de flores e coberto com a bandeira do melhor time do Brasil, eu não entendi como a vida podia ser tão frágil, como se fossemos robôs e bastasse apertar um botão pra interromper todos os sonhos, as músicas, as festas, as vontades e os anseios de um jovem de 25 anos. Aí eu vi como a gente precisa viver tudo intensamente, sem preguiça, sem deixar passar. Isso, pelo menos, eu tento fazer.
Aí eu cheguei em casa e a cadelinha que a vizinhança adotou tava tendo contrações, fiquei ao relento observendo as perninhas tremerem, na inutil tentativa de encerrar o dia com uma sensação de vida.
Tô congelando muito e ouvindo uma música nada a ver com esse post.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
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